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2ª Versão do TCC

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Saved by Mara Tavares
on September 18, 2010 at 3:42:13 pm
 

Arquiteturas Pedagógicas: As relações construídas no processo de aprendizagem mediado por computador.


Capítulo 1 - Construindo uma Teoria Pessoal

 

Me tornei aluna do curso de Pedagogia à Distância da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PEAD/UFRGS), em 2007 e trabalho no Laboratório de Informática de uma Escola Estadual da Zona Sul de Porto Alegre, desde 2006; espaço onde realizei o estágio docente em Pedagogia no primeiro semestre de 2010, atendendo oito turmas de séries iniciais, de 1º ano à 4ª séries, no turno da tarde. Com todas as turmas desenvolvi atividades e projetos com  Arquiteturas Pedagógicas.

Durante esse período, pude observar uma confusão crescente a respeito do uso das tecnologias na Educação, e uma quase negação desses usos, dentro do espaço escolar. Penso que muito se deve a falta de informação e a desarticulação entre teorias de aprendizagem e a prática docente.

Parece audacioso uma aluna de graduação pretender preencher essa lacuna, tendo em vista as muitas produções teóricas, de estudiosos renomados, que realizam essa articulação.

Entretanto, a articulação proposta nesse trabalho é diferente, pois caminha em sentido inverso, não é uma teoria que se põe em prática, mas uma prática que se teoriza a partir do estudo de caso de uma das turmas de estágio, turma 43, 4ª série, cuja observação encaminhou à pesquisa a fim de descobrir qual, ou quais, maneiras o processo de aprendizagem é melhor realizado. Em Informática Educativa, muito se fala da aplicação das novas Arquiteturas Pedagógicas para realizar de maneira mais efetiva o processo, mas constantemente, escuto de professores de outras áreas a pergunta: - "O que é Arquitetura Pedagógica?"

Nada melhor do que vivenciar através da observação, pesquisa e interação proporcionado pelo projeto de trabalho, destinado a criação de blogs individuais para postagens de Língua Portuguesa, desenvolvido com essa turma, para definir o que são Arquiteturas Pedagógicas; relacionar qual a ligação entre a aprendizagem e o aumento da auto-estima, o comprometimento com o aprender e com a mudança na qualidade dos relacionamentos entre alunos e entre alunos e professores; analisar os diferentes comportamentos dos alunos diante dos desafios propostos pelo uso do computador; e, identificar em quais situações de ensino/aprendizagem a construção do conhecimento ganha maior significado para o aluno; a fim de responder com clareza - Como as Arquiteturas Pedagógicas influenciaram ou podem influenciar no processo ensino/aprendizagem? (grifo nosso)- e poder teorizar sobre qual prática realiza melhor esse processo para alunos e professores.

Para situar o leitor desse trabalho, a pesquisa começou a ser realizada durante o período de estágio, com o propósito de, ora esclarecer como se dá o processo de aprendizagem, ora ajustar métodos e ações mais adequadas a fim de favorecê-lo e, para explicar a reação dos alunos frente ao seu próprio processo de aprendizagem, mediado por computador. Pesquisa essa que encaminhou a organização e a maneira como será apresentado.

No capítulo dois, descrevo a proposta de trabalho que se intitulou “Caderno Virtual”, com a turma 43, a parceria com a professora Titular e a metodologia adotada para o desenvolvimento desse Trabalho de Conclusão.

No terceiro capítulo, busco definir as Arquiteturas Pedagógicas, visto não se tratar de apenas uma, ou de uma metodologia, e sim de um conjunto de ações variadas combinando elementos; como diferentes estratégias; uso de ferramentas de apoio à cooperação; dinâmicas de grupo; softwares; Internet; etc.; que, combinadas, como suportes estruturantes dão apoio direto à aprendizagem, na vivência e na realização das próprias tarefas.

No quarto capítulo, analiso as mudanças de postura dos alunos, seu envolvimento, as ações adotadas e os resultados construídos no desenvolvimento do Projeto de Trabalho “Caderno Virtual”, à luz dos autores estudados durante o curso de Pedagogia à Distância, Vigotisky e Maturana, Papert e Spiro, e Piaget. Para os autores, a linguagem, o meio e as relações sociais são os constructos da nossa personalidade e, ao mesmo tempo, os elementos que irão influenciar por toda a vida como aprendemos.

Entre as teorias sócio-interacionistas é consenso que só construindo uma linguagem específica do nosso meio sociocultural, podemos interagir no e com o meio; as relações sociais transformam radicalmente os rumos do nosso próprio desenvolvimento e a linguagem dá a dimensão social na construção do sujeito psicológico. Ao mesmo tempo em que a cultura e a linguagem influenciam as relações sociais, ocupam um papel importante no desenvolvimento intelectual da criança e na qualidade do processo de aprendizagem. (VIGOTISKY; MATURANA, 1998).

O uso das novas arquiteturas pedagógicas, com essa turma, permitiu o desenvolvimento das competências cognitiva, afetiva e relacional, expressa na colaboração para organizar as informações e solucionar os desafios propostos, para a resolução de problemas usando o computador. Os alunos colocaram em prática as habilidades de observar, analisar, agir, descobrir, debater, aplicar e generalizar sobre os conhecimentos que estavam construindo. Nesse processo todos mudaram sua conduta frente à própria aprendizagem, porque na interação homem/máquina, não há constrangimento perante o "erro", pois errar faz parte do processo de ação/reflexão/depuração/ação que realizaram durante a construção do conhecimento. 

A aprendizagem é significativa no momento em que o aluno percebe a utilidade e aplicação daquilo que aprende. No caso da Informática Educativa, essa significação ganha duplo sentido, na medida em que, o aluno aprende interagindo com a máquina e com seus pares, utilizando esses novos conhecimentos para fazer intervenções cada vez mais complexas.  Mesmo sentando sozinhos, pois o trabalho individual, no computador, foi necessário durante esse Projeto de Trabalho, os alunos não realizaram um trabalho isolado estiveram sempre interagindo, dando dicas ou suporte, uns aos outros. Interações nascidas, naturalmente, na necessidade de socializar suas descobertas. O trabalho com as Arquiteturas Pedagógicas dá aos alunos a oportunidade de refletir sobre suas ações de maneira independente; de agir em conjunto com seus pares organizando as informações, com base em suas experiências anteriores, somadas, para resolver o desafio proposto pela máquina, pelo professor ou por eles mesmos, desenvolvendo a capacidade de aprender a aprender (SPIRO & JEHNG; PAPERT, 1990, 1994).  

Para Piaget (1976, p.? ), a adaptação está na base do funcionamento intelectual e do funcionamento biológico, condição para a aprendizagem. A adaptação e a organização são processos diferentes e complementares que fazem parte do mecanismo de equilibração. Da mesma forma que a assimilação e a acomodação, situação em que a criança integra elementos novos às suas estruturas cognitivas existentes, que podem ser, mais ou menos, modificadas sem, contudo, serem destruídas, acomodando-as de maneira contínua. Em outras palavras, a acomodação é toda modi

ficação dos esquemas de assimilação sob a influência de situações exteriores, o meio. O que explica o desenvolvimento intelectual da criança, a construção da autonomia, da aprendizagem e o aumento da alta-estima e permite o planejamento de atividades para a construção de aprendizagens cada vez mais complexas com o uso das Arquiteturas Pedagógicas.

No capítulo cinco, justifico os usos das Arquiteturas Pedagógicas para a construção de aprendizagens mediadas por computador e a elaboração de um planejamento flexível, que adote para o professor o mesmo caminho que o aluno percorrerá em suas construções, pois seu principal papel, enquanto educador, é ensinar o aluno como aprender a aprender, por toda a vida, mesmo depois que deixe a escola.

+coisas

Muito bom... o 5 são as considerações finais????, se for depois deves explorar um pouco mais no final da introdução...

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