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ARQUITETURAS PEDAGÓGICAS

Page history last edited by Mara Tavares 13 years, 10 months ago

Título 3 - ARQUITETURAS PEDAGÓGICAS: 

O que são? Como Usá-las? Porque usá-las?

As Arquiteturas Pedagógicas compreendem um conjunto de ações educacionais que podem ser desenvolvidas em atividades simples na sala de aula ou no Laboratório de Informática (LABIN); com projetos de aprendizagem, projetos de ensino, estudo, ou em projetos de trabalho; com ou sem uso das tecnologias digitais, para apoiar a construção de aprendizagens. São diferentes metodologias, estratégias e instrumentos que se unem, convergindo com este único objetivo, na dinâmica do processo de ensino/aprendizagem.

Ao longo da história, muitos educadores vêm buscando aproximar os métodos de ensino da maneira como a criança aprende. John Dewey, observou que as crianças aprendem melhor quando a aprendizagem faz parte da sua experiência de vida; Freire defendia que, se as crianças se encarregassem de seus próprios processos de aprendizagem, aprenderiam melhor; Piaget investigou como acontece o processo evolutivo da inteligência e a influência dos fatores externos e internos, que precisam de tempo para serem acomodados e equilibrados, na aprendizagem da criança; Já para Vygotsky, a conversação desempenha um papel crucial na aprendizagem (PAPERT, 1994. P.21).

Historicamente, embora todas essas idéias levem em consideração o processo mental da criança, mostraram que sozinhas são incapazes de resultar na elaboração de uma metodologia  que sustente o processo de ensino aprendizagem, mesmo assim, os educadores continuam buscando alternativas que apóiem o processo, embasados por essas teorias.

Com a evolução da tecnologia e seu uso cotidiano nos lares, fábricas, escritórios, comércio, bancos, etc., muitos educadores deslocaram o foco, antes centrado na metodologia, para o uso dos instrumentos hipermidiáticos. Instrumentos como os computadores, a Internet e celulares com câmera, por exemplo, são usados por esses educadores, unindo novas e antigas estratégias, para melhor explorar os usos da tecnologia no processo de ensino/aprendizagem.

Carvalho, Nevado e Menezes (2005), propõe o termo Arquitetura Pedagógica (AP) para definir esses usos, cunhando um conceito novo que une os instrumentos tecnológicos a diferentes estratégias numa prática pedagógica mais flexível. Segundo os autores,

 

[...] uma combinação de estratégias, dinâmicas de grupo, softwares educacionais e ferramentas de apoio à cooperação, voltadas para o favorecimento da aprendizagem. Essas arquiteturas, independente de sua natureza, usando ou não a tecnologia digital, irão sempre requerer a utilização de objetos de aprendizagem. A concepção adequada desses objetos tem implicações diretas na construção do conhecimento pelos estudantes. [1]

 

Tanto nas ações com uso de tecnologia, no caso computadores, filmadoras, máquinas digitais, celulares, etc., como nas ações sem o uso de tecnologia, a AP compreende a produção de um objeto que represente a síntese do trabalho de pesquisa, levantamento de hipóteses, trabalho colaborativo e autoria nas aprendizagens realizadas ao longo do processo. Assim como a apresentação dos resultados poderá ser feita com outros recusos, que não os midiáticos, para exposição desses objetos.

Em ambos os casos, parte-se de um problema, um desafio, que seja significativo para cada grupo de alunos, serão orientados a fazer o levantamento de suas dúvidas e certezas sobre o assunto escolhido, unirão esforços para realizar as ações necessárias, para encontrar respostas satisfatórias ao desafio proposto,que pode ter partido do próprio grupo, a partir da curiosidade, da proposição do professor sobre questionamentos apresentados, ou de uma necessidade legítima da turma. As ações que serão realizadas para dar resposta ao desafio podem envolver pesquisas em mídias eletrônicas ou em portadores de informação convencionais, como livros, revistas, etc.; entrevistas; enquetes; observações, entre outros recusos. Naturalmente,  os alunos depurarão as informações necessárias para construir o conhecimento sobre o que querem descobrir e apresentar. A apresentação pode acontecer em forma de texto, cartazes ou folders, ou até mesmo na forma de um boneco, por exemplo, se for material. No meio virtual, pode se concretizar na forma de postagem de textos ou hipertextos, de vídeos, animações, etc., sendo construído para isso, uma página na Internet, um blog ououtro espaço que abrigue a representação da caminhada, das descobertas, ou seja, a construção das aprendizagens sobre o assundo escolhido e os campos do saber relacionados a escolha.

Notem que, para isso, várias práticas devem ser favorecidas, concomitantemente; práticas que realizadas sozinhas podem não ser significativas e alcançarem o resultado esperado, enquanto metodologias isoladas; mas que podem ser unidas como Arquitetura Pedagógica para criar uma escola baseada na soma dos princípios gerais de todas elas.

O "método da descoberta", por exemplo, pode ser usado pelos alunos em seu processo de busca, sozinho ele é um passo pequeno na direção do sonho de Dewey, porém, em uma situação onde os alunos tenham que unir diferentes estratégias pessoais, a fim de resolver um problema cotidiano, faz toda a diferença para realizar a visão de crianças aprendendo com a experiência e responsáveis por sua própria aprendizagem, como nas idéias de Dewey e Freire, além de privilegiar a conversação, priorizada por Vygotsky e favorecer a equilibração dos elementos externos e internos que influenciam na construção das aprendizagens, como o apontado na teoria de Piaget. (PAPERT, 1994. P.21)

As Aprendizagens tornam-se significativas, porque surgem da curiosidade natural, da necessidade ou de uma proposta sedutora e são orientadas, pelo professor, para a construção de conhecimentos necessários à vida em sociedade, como a língua, as ciências naturais e sociais, o pensamento matemático, etc., que querendo ou não, fazem parte de nosso dia a dia.


[1]  CARVALHO, M.J. S., 2005, Nevado, R.A., Menezes, C.S., Arquiteturas Pedagógicas para Educação a Distância: Concepções e Suporte Telemático. In: Simpósio Brasileiro de Informática na Educação, 2005, Juiz de Fora - MG. Workshop Arquiteturas Pedagógicas para Suporte à Educação a Distância Mediada pela Internet. http://arquiteturaspedagogicas.pbworks.com/f/Arquiteturas_Pedagogicas.pdf  (último acesso em 17/09/10) 

id. Aplicando Arquiteturas Pedagógicas em Objetos Digitais Interativos http://www.cinted.ufrgs.br/renote/dez2006/artigosrenote/25132.pdf (último acesso em 17/09/10)

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